Foi na simpática noite do dia 4 de Novembro que o MCELisboa tomou um Ca´Fé com Deus. Junto de nós esteve o professor João Diogo Duarte que nos veio falar da sua história e do seu curioso caminho na Fé. O “Belo” foi o tema deste encontro.
João Diogo, tal como a maioria das crianças da época, foi educado no seio de uma família católica, de costumes religiosos. Contudo, a meio do seu percurso na catequese, João Diogo renunciou a tudo o que o ligava à religião. A partir deste momento, tendo-se afirmado como ateu, começou incessantemente a pesquisar e a cultivar-se a fim de justificar a sua atitude a qualquer pessoa que o questionasse. Anos mais tarde voltou a uma igreja, sem qualquer propósito, e verificou que esta era uma Igreja que não deixava ninguém na rua, quem quisesse entrar tinha toda a liberdade. Começou aqui o seu caminho para o reencontro com Deus.
João Diogo iniciou o curso de economia mas passado pouco tempo decidiu inserir-se no mundo da música. O contrabaixo passou a ser o seu grande companheiro e hoje é professor de música.
Depois de nos contar um pouco do que foi a sua vivência, o nosso querido convidado falou-nos de que a Vida é aquecida por três saberes: a Beleza, a Bondade e a Verdade. E iríamos conversar um pouco do primeiro saber: a experiência do Belo, a religião feita de encantamento simples e humilde.
Citou de Einstein, entre muitas outras frases: “A Vida é demasiadamente preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado”. A beleza liberta, transcende, é equilíbrio e gera unidade. Não é um atributo, mas sim a relação que nós temos para com a matéria, e acaba sendo Mensagem para o outro… É importante retirar-mos a beleza das coisas no dia-a-dia. Um dia-a-dia que vai atropelando o mais íntimo de cada um. Continuou falando da Beleza na religião, do Espírito Santo nos nossos corações, das manifestações do Belo através da Palavra que alguém escreveu por inspiração divina. Analisámos um excerto da grandiosa obra de Johann Sebastian Bach: “A Paixão”, do evangelho segundo S. Mateus; que será porventura uma das maiores manifestações do Belo existente.
Conversou-se, ainda, sobre o papel do Movimento Católico de Estudantes na busca deste Belo e na sua evangelização, sobre a própria abertura que existe e vontade de crescer. É belo, de facto, neste lugar e na sua fragilidade, sentir-se a liberdade, a paciência e uma sociedade mais justa.
Houve também espaço para a discussão acerca um assunto da ordem do dia que se prendia com o lançamento de um livro por José Saramago, “Caim”. Esta recente obra põe em causa fundamentos do catolicismo, sendo que se debateu acerca de questões como a sua credibilidade, a liberdade de expressão do autor, etc. Desta troca de ideias surgiu a grande ideia que fechou a noite: a enorme importância do questionar, de levar-mos uns “abanões”, duvidar-mos e reencontrar-mos respostas. Só assim é possível reafirmarmos a nossa Fé e vivê-la na sua essência. É preciso acordar.
Catarina Alves
quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
Reportagem do Ca'Fé com Deus.
domingo, 6 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
1ª RGS!
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
ED Check-up
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Cativar
"...E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu o principezinho, que se voltou, mas não viu ninguém.
- Eu estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o principezinho - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo. - disse a raposa - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida. - disse a raposa - Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exactamente - disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativares, a minha vida ficará cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamar-me-á para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fazer-me-á lembrar de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..."
Cativar: verbo transitivo; tornar cativo; prender; dominar; ganhar a amizade de; seduzir; conquistar; ganhar a simpatia ou a estima de; aliciar; guardar em seu poder; reter.
Cativar. Assim que ouvi esta palavra criei imediatamente na minha cabeça uma imagem de um anúncio de televisão exuberante, cheio de imagens e cores, repleto de mensagens subjacentes a dizer porque é que haveremos de comprar isto e não aquilo. No entanto, não, não íamos falar de marketing.
Rapidamente o António, o Rodrigo e eu percebemos o que a Teresa queria dizer com este cativar, menos comum do que aquele que ouvimos frequentemente. Sim, esquecemo-nos muitas vezes de o fazer. Tomamos as pessoas que estão à nossa volta por garantidas e pomos de parte esse mesmo acto de conquista que torna as verdadeiras amizades tão importantes. Parecia que não íamos mesmo falar de marketing. E ainda bem.
Começámos por tentar perceber a importância deste cativar quando se tenta estabelecer novas relações. É sem dúvida a acção mais inconsciente e crucial no que toca a este processo. Precisamos de mostrar aquilo que temos de melhor, aquilo que sabemos que é o melhor que temos para dar. Queremos que os outros saibam disso, queremos que sintam atracção por nós. E assim “prendemos” a sua atenção. Interessamo-nos então por essa pessoa e é este jogo recíproco que cria as amizades, que as cultiva e que as torna tão fortes. Daí a que não deva ser algo que se fique pela sedução, mas se estenda para a manutenção, e só aí sabemos que quem temos diante de nós não é apenas “um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos”. É por isso que, segundo a Teresa, as verdadeiras amizades duram para sempre. Porque elas realmente representam um puro acto de cativar quem nos cativa.
João Castro Nunes
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Oração de Outubro - Reportagem.
Eu e Deus - 13 de Outubro de 2009
As actividades começaram.
Recomeçaram as aulas, começaram novos trabalhos, novas relações, novas esperanças e sonhos.
Nada melhor que uma nova lufada de ar fresco, regeneradora e vitalizadora.
Nada melhor que dizê-lo e partilhá-lo com, para e entre Deus.
Nada melhor que um momento de comunhão.
A primeira oração da nossa diocese, a diocese de Lisboa, teve como graça “Eu e Deus”, um Deus que se dividiu entre diferentes olhares e presenças de um só Deus, entre os quais, o Deus avozinha, o Deus bombeiro, o Deus das marionetes, o Deus energia ou Deus principezinho.
Um só Deus é capaz de nos louvar com inúmeras presenças, formas discretas, modos absolutos de se revelar, para o descobrirmos, descobrimo-nos e descobrirmos os outros.
Quando é que vimos Deus.
Quando é que sentimos Deus.
Deus revela-se nos momentos mais efémeros, nos momentos mais enternecedores, nos momentos mais inesperados, nos momentos mais indesejados, mas principalmente nos momentos com a mente e o coração mais receptivos e calorosos.
Questionámo-nos sobre qual o nosso Deus, sobre qual o Deus que desejamos, quem é o Deus a que por vezes nos socorremos nos momentos mais aflitos, quem é o Deus que nos acalma, quem é o Deus que nos faz pensar e repensar, quem é o Deus que nos faz cantar, quem é o Deus que nos faz respeitar, quem é o Deus que nos faz sonhar, quem é o Deus que nos faz amar.
Quero neste momento louvar o Deus que ajudou as pessoas organizadoras e colaboradoras a realizar um momento digno de memória eterna, louvo o Deus que em cada uma das pessoas presentes se revelou companheiro, corajoso em conhecer o outro, o novo nós.
Louvo cada momento de palavras, olhares, sorrisos, expressões e partilhas, louvo e canto a um novo ano repleto de inúmeros, inesquecíveis e intemporais momentos de novos projectos.
Louvo a uma diocese que recebeu de braços abertos os novos moradores, os novos vizinhos.
Desejo que ousadamente sonhemos e lutemos para correspondermos às novas chamas de luz intensa e entusiasta que nos esperam em dias próximos.
Desejo também que cada um dos nossos anjos da guarda conversem e se entendam entre si, que sonhem e cantem juntos, tal como nós o faremos.
Marta Machado Godinho
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
Encontro de Lançamento - Reportagem.
No domingo dia 27 de Setembro pelas 17h01m, realizou-se o Encontro de Lançamento do ano lectivo de 2009/2010 da diocese de Lisboa na Capela do Rato, onde estiveram presentes tanto o Sector do Ensino Básico e Secundário (SEBS) como o Sector do Ensino Superior (SES).
Neste encontro estabeleceram-se os horários para as reuniões semanais, e ficámos também a conhecer as várias actividades que irão decorrer durante este ano lectivo que se iniciou para que podessemos apontar logo na agenda.
No final de ter sido tudo estabelecido foi-nos oferecido um lanche “ajantarado” pela generosa equipa diocesana.
Sendo assim, o encontro, teve o seu término pelas 19h30m.
João Gomes
Para além disto, fizemos um divertido jogo de apresentação, que quebrou o gelo e tornou o ambiente muito mais animado!







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